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sábado, 16 de março de 2013

O ASFALTAMENTO ESTÁ QUASE PRONTO

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A tão sonhada ligação asfáltica ligando Itacurubi à RS 168 e, consequentemente, "ao mundo", está para ser entregue à comunidade dentro de pouco tempo. Nos trechos concluídos e liberados ao trânsito, já dá para sentir o gostinho de uma nova vida que se inicia para os itacurubienses: sem poeira, sem barro, sem pedregais, sem perda de tempo.

Obras estão em ritmo acelerado nas últimas semanas.
Os esforços da Castilho Construtora, empresa paranaense responsável pela execução do projeto, estão concentrados na conclusão do trecho compreendido entre a 'lagoa do Lang' e a 'entrada do Paraíso'. Nesse local, a rodovia sai do eixo da antiga estrada e corta campos nativos de singular beleza (um dos locais mais bonitos do município), até reencontrar a estrada velha, já nos limites com o município de Santiago.

Trecho concluído e liberado.
Na 'Esquina Tio Brija', após um trecho concluso, as obras estão interrompidas por uns 300 metros, devido a um imbróglio com um proprietário que contesta o valor da indenização a ser paga pelo DAER-RS pela desapropriação de uma área onde passará a rodovia. Provavelmente, essa parte ficará para o final da obra quando o Governo e o proprietário, se não chegarem a um acordo, terão o desfecho do caso realizado pela Justiça.

A HISTÓRIA DA RST 541

Embora a estrada Itacurubi-Santiago fosse divisa quando da criação do município de Itacurubi (Lei Estadual 8.613, de 09/05/1988, alterada pela Lei Estadual 9.046, de 08/02/1990), não tinha a classificação de rodovia estadual. Na lei, o trecho que utiliza a estrada como limite tem a nomenclatura 'estrada Itacurubi-Vila Guilherme'. 
Trecho que divide os municípios de Itacurubi e Santiago.
Entre os anos 1991-1994, durante o governo do trabalhista Alceu Collares, a rodovia RST 541, foi projetada.

Projeto da rodovia RST 541 no Plano Rodoviário Estadual.
Fonte: DAER-RS
De 1995 a 1998, a obra foi reclamada pelos prefeitos Agustinho e Trilha. Em 1998, às vésperas de concorrer à reeleição ao governo estadual, Antônio Britto, então do PMBD deu início aos trabalhos, sendo realizado um ato em praça pública, no qual o governador se comprometeu a executar a obra, no que foi avalizado por fazendeiros e lideranças políticas de grande prestígio à época. Porém, somente foram construídos poucos bueiros, alguns dos quais não foram aproveitados no presente.
Bueiros construídos durante o governo Britto (1998).
De 1999 a 2002, durante o governo do petista Olívio Dutra, houve grande expectativa sobre a retomada dos trabalhos da estrada. Porém, a situação econômica do Estado estava complicada e,  apesar de ter sido o único município da Fronteira Oeste a priorizar a pavimentação de estradas no Orçamento Participativo, Itacurubi acabou perdendo a verba para Maçambará. Em 2002 foi constituída, por iniciativa do então vereador Nilson Flores Marques, uma comissão municipal para pleitear o asfaltamento da RST 541, sob a presidência de Julio Flávio Dornelles de Matos. A comissão tinha como nome "Itacurubi busca asfalto e desenvolvimento". 
Assembléia do Orçamento Participativo do RS.
De 2003 a 2006, no governo do peemedebista Germano Rigotto, a preferência foi por outras estradas já em estágio de construção mais adiantado, como a RST 377.

De 2007 a 2009 sob a gestão tucana de Yeda Crusius, a retomada da obra foi incluída, em 2008, no Orçamento Estadual de 2009, após uma campanha da Comissão Especial dos Municípios sem Asfalto, da Assembléia Legislativa do RS, de cujas reuniões participou o então prefeito Agustinho. Ainda em 2009, a então prefeita Ione Goulart promoveu manifestações para pressionar a retomada da obra.

No governo petista de Tarso Genro, a obra a obra, anunciada em 2010 e 2011, após financiamento tomado pelo Governo do Estado, de R$ 1,3 bilhão junto ao BNDES e R$ 480 milhões junto ao BID, foi retomada com efetividade em 2011 e será concluída em 2013.