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| Prefeito José Grosso e o vice Beno. Fonte: Rádio Missioneira |
O prefeito eleito de Itacurubi, José Rubem Loureiro Correia, e seu vice, Beno Blumke, concederam ontem, 26/12/12, entrevista à rádio Missioneira, da cidade de São Luiz Gonzaga.
O novo prefeito demonstrou preocupação com a queda prevista de R$ 1,4 milhão no orçamento de 2013, que ficará em R$ 11,3 milhões. Em 2012, Itacurubi tem orçamento de R$ 12,8 milhões, sendo que 52% é gasto com a folha de pagamento do funcionalismo. Como esse cenário não dá margem à realização de investimentos, José anunciou medidas de contenção de gastos, que vão desde a extinção de três secretarias, agregando suas funções às remanescentes até a extinção de cargos. A reestruturação administrativa depende de aprovação da Câmara de Vereadores, mas o prefeito acredita que conseguirá o apoio do poder legislativo. A economia planejada permitirá a contratação de um médico e de um fisioterapeuta.
José divulgou a remuneração dos secretários municipais (R$ 2.800,00) e dos assessores (R$ 1.365,00), bem como o nome dos escolhidos para compor o primeiro escalão do futuro governo: Helena Fátima Pinto Rigon (SMEC + Turismo e Lazer), Fabiano da Rocha Martins (SMOTU + SEMAG + Meio Ambiente), Henrique Caetano da Silva Sobrinho (SMS) e Diane de Lourenço Camargo Dorneles (SEMFAZAD + Planejamento).
Comentários do Blog:
- No que se refere a enxugar a estrutura do poder executivo, o novo prefeito está mais do que certo. Atualmente, com um orçamento de R$ 12,8 milhões, a folha de pagamento está em 52%. Se continuar como está, os R$ 6,7 milhões gastos com salários em 2012 representarão 58,9% do orçamento de 2013. Com o crescimento vegetativo (anuênios, mudança de classe, etc.), em dois anos, o percentual já estaria ultrapassando o limite legal.
- A Lei Complementar 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal) determina um limite de 60% para a despesa com pessoal na esfera municipal, sendo 6% para o Poder Legislativo e 54% para o Poder Executivo. Com a folha em 52%, o Poder Executivo está a 2% de atingir o limite da lei. Portanto, é necessária e acertada a decisão de cortar gastos onde for possível.
- Mas o prefeito poderia avançar ainda mais se conseguisse convencer o vice-prefeito a assumir a Secretaria da Saúde. Assim, economizaria o salário de um secretário (aproximadamente R$ 46 mil/ano) e, como o vice-prefeito é ligado à área da saúde, essa pasta ficaria muito melhor atendida. Porém, não é razoável esperar que isso aconteça, por motivos (óbvios) de ordem financeira.
